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Cerebras fecha megacontrato com OpenAI e aquece corrida por chips de IA

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A fabricante de chips de inteligência artificial Cerebras fechou um acordo com a OpenAI para fornecer até 750 megawatts de poder computacional à empresa até 2028, em um contrato avaliado em mais de US$ 10 bilhões.

A informação foi divulgada nesta quarta-feira (14) em um post no blog da OpenAI, criadora do ChatGPT. O acordo representa um movimento estratégico para a Cerebras às vésperas da retomada do plano de abertura de capital na bolsa.

Além de impulsionar receita e escala, o contrato ajuda a empresa a diversificar sua base de clientes e reduzir a dependência da G42, grupo dos Emirados Árabes Unidos que respondeu por 87% do faturamento da Cerebras no primeiro semestre de 2024.

Em entrevista à CNBC, o cofundador e CEO da companhia, Andrew Feldman, afirmou que a estratégia de crescimento passa por consolidar grandes clientes de forma progressiva. “O jeito de conquistar três clientes gigantes é começar com um cliente enorme, garantir que ele fique satisfeito e, depois, trazer um segundo”, disse.

Concorrência direta com a Nvidia

A Cerebras desenvolveu um processador de grande porte capaz de treinar e operar modelos de inteligência artificial generativa. Com isso, posiciona-se como uma concorrente direta da Nvidia, líder no fornecimento de chips para grandes provedores de nuvem, como Amazon e Microsoft.

Essas empresas alugam capacidade computacional por hora para clientes corporativos. Em outubro, a Nvidia se tornou a primeira companhia a atingir US$ 5 trilhões em valor de mercado, impulsionada pela forte demanda por soluções ligadas à inteligência artificial.

Em dezembro, a rival Groq informou que a Nvidia havia fechado um acordo de licenciamento não exclusivo, avaliado em cerca de US$ 20 bilhões, que envolveu a migração de parte de seus funcionários para a gigante americana.

Para a OpenAI, o acordo amplia a capacidade de processamento com menor latência.

“A Cerebras traz para nossa plataforma uma solução dedicada para inferência de baixa latência”, escreveu Sachin Katti, responsável pela infraestrutura de computação da OpenAI. “Isso significa respostas mais rápidas, interações mais naturais e uma base mais sólida para levar IA em tempo real a muito mais gente.”

O contrato ocorre poucos meses depois de a OpenAI trabalhar com a Cerebras para garantir que seus modelos de código aberto (gpt-oss) operassem de forma eficiente nos chips da empresa, além dos processadores da Nvidia e da AMD.

Segundo Feldman, essa cooperação técnica abriu caminho para a formalização do acordo, que teve seu termo inicial assinado pouco antes do feriado de Ação de Graças, nos Estados Unidos.

A Cerebras já opera data centers nos EUA e no exterior e pretende ampliar sua infraestrutura para atender à demanda da OpenAI.

De acordo com Feldman, a OpenAI avalia a tecnologia da Cerebras desde 2017, conforme e-mails revelados em disputas judiciais envolvendo Sam Altman e Elon Musk. Em 2018, Musk chegou a tentar comprar a empresa.

“A impressão que tivemos era que ele queria nos comprar para integrar à Tesla”, afirmou o executivo.

IPO em revisão

A Cerebras entrou com pedido de abertura de capital em setembro de 2024, quando revelou que sua receita trimestral havia saltado de cerca de US$ 6 milhões para quase US$ 70 milhões em um ano, enquanto o prejuízo líquido aumentou para aproximadamente US$ 51 milhões.

Bancos de investimento tradicionais ficaram fora do prospecto, e a companhia optou por uma auditoria fora do grupo das chamadas “Big Four”. Em outubro, poucos dias após anunciar uma rodada de captação de US$ 1,1 bilhão, que avaliou a empresa em US$ 8,1 bilhões, a Cerebras retirou o pedido de IPO, alegando que os dados estavam desatualizados.

Em uma publicação no LinkedIn, Feldman afirmou que a empresa pretende reapresentar a documentação com informações financeiras e estratégicas atualizadas. Questionado nesta quarta-feira (14), ele não indicou quando o novo pedido será protocolado.

A lista de clientes da Cerebras inclui empresas como Cognition, Hugging Face e IBM. Em março de 2025, a companhia informou que recebeu autorização regulatória para vender participação acionária à G42.

​fonte: Times Brasil

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